Cartas de Paris VII: antes que anoiteça

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Paris é uma cidade para se flanar. Os próprios parisienses gostam de caminhar. Alfred Delvan, no livro Prazeres de Paris, em 1867, dizia que o parisiense é um povo caminhante e se a locomoção não existisse, ele a teria inventado. Mas no inverno, a noite cai logo. E chove. As últimas horas em Paris foram vividas com muita intensidade, desejo de fotografar tudo e levar um pouco da cidade para casa.

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Um livro de Patrice de Moncan e Claude Herteux descreve a Paris de Hausmann (George Eugene Hausmann) o grande urbanista que faz a insalubridade recuar na capital da França, implantando parques e jardins, novas rua, repensando a circulação e fazendo recuar as mortais epidemias de cólera.

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Mas esta Paris é antiga. Vivi uma outra Paris antiga a do Quartier Latin, centro dos acontecimentos de 68. Convidei um amigo para um café no Bar Danton, em Odéon, e ele achou muito apertado o espaço. Disse para ele que foi uma espécie de centro em 68. E ele respondeu: isto foi há muito tempo.

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O Quartier Latin já não  é o mesmo. Mas era o principal passeio que o tempo me permitia. Há um grande número de mendigos. E todos têm o seu cachorro. A idéia de enfeitar a cidade, de criar vitrines vibrantes está  presente em tudo. Selecionei algumas dessas imagens , assim como a de tipos parisienses que me pareceram bem sintonizados com a cidade e focalizei os turistas, as esquinas, as cores dos bares – tudo o que os olhos puderam captar, como se fossem aquelas as últimas horas em Paris. Pelo menos, eram as últimas horas deste ano.

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Esta corrida contra o tempo era apenas uma corrida. A noite é generosa para fotos, assim como também  é a chuva em Paris. Acontece que demandam mais trabalho. Não se pode, pura e simplesmente, apontar e clicar como fiz aqui.

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Comments (4)

Eita Paris velha de guerra! Duas coisas me chamaram a atenção este ano quando estive aí. Mendigos demais, e aptos e casas pra vender. Nunca vi tanta placa nas janelas. Tanto na cidade quanto na banlieue.
bjo e seja bem vindo
eidia
http://www.oquevivipelomundo.blogspot.com

postado em 07.12.2009 | 08:23h

Em tempos de Copenhagen acho que vale desenterrar este tema que com certeza ja enviei anteriormente mas nao custa relembrar o desperdicio de energia gratuito que vemos todos os dias.

Lojas de eletrodomestico expoe alguns de seus equipamentos ligados, na maioria dos casos sempre as TVs, e a energia vai pro ralo, junto com nosso planeta.

No caso da FAST SHOP, TODAS as geladeiras das lojas ficam ligadas.
Ja encaminhei a reclamacao pro SAC da loja (mais de 10 vezes) que nunca me respondeu.

A Materia completa nesse link: http://www.caoscarioca.com.br/?p=76

postado em 09.12.2009 | 01:23h

Para mim os mendigos são os sinais de novos tempos, onde a fronteira entre primeiro e terceiro mundo está ficando tênue, e a globalização com sua democracia irônica promove a divisão das mazelas sociais, como a miséria. Não deve haver hoje, países que não possuam mendigos, seja em albergues ou nas ruas.
É a democratização global da miséria.
É como o sábio livro de Phroudon, “A Filosofia da Miséria”, para mim o segredo de uma sociedade mais justa está nesse livro. Apesar de muitos julgarem Phroudon como uma teoria anarquista caótica, mas o livro de Phroudon, “A Filosofia da miséria”, é a pura organização em meio a uma Acracia Utópica. Acho que Paris me lembra Charles Boudelaire…
Obrigado.

postado em 10.12.2009 | 10:14h

Post meio triste, nostálgico…
Fotos lindíssimas, delicadas…
Um beijo, Einstein, o mendigo com o cãozinho…

postado em 11.12.2009 | 14:40h