27.11.2009

Parto esta semana para um debate norte-sul, na Europa. Há quem veja contradição entre norte e sul. São os mesmos que vêem a contradição como o motor da história. Vejo apenas diferenças. Creio mesmo que, pela primeira vez, dada a natureza e gravidade do problema, a humanidade pode viver a história como uma aventura comum.
Não me sinto diante dos países e suas metas como diante de uma mesa de jogo, onde cada um abre suas cartas. Por trás da magia dos números, há processos concretos, mudanças no modo de produzir e consumir. Tudo demanda cooperação.
No Protocolo de Kyoto havia tentativas, uma delas o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Há outras sobre a mesa, como por exemplo a Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação. Sem contar a transferência de tecnologias, uma certa flexibilidade nas patentes.
Quando se trata de comércio, os ricos dependem também dos pobres. No caso do aquecimento todos dependem de todos. Mas de uma forma que pode levar à crueldade. A China é rica para comprar usinas solares dos Estados Unidos e todas as novas técnicas disponíveis. A Somália e o Haiti, não. Esses, por sua vez, não causam impacto negativo ao meio ambiente.
Por que ajudá-los? Certamente, não para conter emissões. O caso dos países de baixo impacto ambiental, porque produzem pouco, é apenas um deles. Mais urgente, é o dos países pequenos que podem desaparecer. Na verdade, tudo parece urgente. E felizmente, nem tudo depende dos líderes mundiais. Há um mundo de iniciativas em curso.
Quando voltar da Europa, nova vida. Vou me concentrar no estudo do oceano, embora o verão sempre coloque as enchentes na agenda. E vou deixar de escrever na Folha. Agradeço a todos que me seguiram até aqui. Prossigo na internet. Adiós.
Parto esta semana para um debate norte-sul, na Europa. Há quem veja contradição entre norte e sul. São os mesmos que vêem a contradição como o motor da história. Vejo apenas diferenças. Creio mesmo que, pela primeira vez, dada a natureza e gravidade do problema, a humanidade pode viver a história como uma aventura comum.
Não me sinto diante dos países e suas metas como diante de uma mesa de jogo, onde cada um abre suas cartas. Por trás da magia dos números, há processos concretos, mudanças no modo de produzir e consumir. Tudo demanda cooperação.
No Protocolo de Kyoto havia tentativas, uma delas o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Há outras sobre a mesa, como por exemplo a Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação. Sem contar a transferência de tecnologias, uma certa flexibilidade nas patentes.
Quando se trata de comércio, os ricos dependem também dos pobres. No caso do aquecimento todos dependem de todos. Mas de uma forma que pode levar à crueldade. A China é rica para comprar usinas solares dos Estados Unidos e todas as novas técnicas disponíveis. A Somália e o Haiti, não. Esses,por sua vez, não causam impacto negativo ao meio ambiente.
Por que ajudá-los? Certamente, não para conter emissões. O caso dos países de baixo impacto ambiental, porque produzem pouco, é apenas um deles. Mais urgente, é o dos países pequenos que podem desaparecer. Na verdade, tudo parece urgente. E felizmente, nem tudo depende dos líderes mundiais.Há um mundo de iniciativas em curso.
Quando voltar da Europa, nova vida. Vou me concentrar no estudo do oceano, embora o verão sempre coloque as enchentes na agenda. E vou deixar de escrever na Folha. Agradeço a todos que me seguiram até aqui. Prossigo na internet. Adiós.
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Missão dura. Muito boa sorte e muita luz pra ouvir,refletir e falar.
bjo grande
eidia
http://www.oquevivipelomundo.blogspot.com
Caro Gabeira,
Desejo que você seja iluminado, para tocar os corações. Quando penso que a humanidade nos revelou pessoas como Gandhi, Hermann Hesse, entre tantos outros seres tão sensíveis e autenticos, fico sem entender, como involuímos, no sentido de uma ecologia interna.Tantas cruéis lições, tanto desperdício de saberes. O mundo como um parque de diversões que desaba, enquanto a maioria, brinca na roda gigante, acreditando serem inatingíveis. Sim, felizmente “há um mundo de iniciativas em curso” precisamos de muita união e desse sentimento de “uma aventura comum”.
Amei a pintura que ilustra seu texto, gostaria de saber de quem é. Mande-nos notícias! Um execelente viagem! um abraço afetuoso
Vá e volte com Deus, deputado! Sucesso!
O Haiti não produz impacto hoje porque já produziu tudo que pode. O consumo de madeira, o desmatamento destruiu e erodiu tudo. Os nutrientes da terra foram embora e não dá p/ plantar mais nada. Junto a isso, c/ os abusos praticados, a pesca acabou. Então, veio a miséria e a fome. Esse pode ser o futuro do Brasil.
Sobre a Somalia, c/ a falencia do estado, o caos e a miséria, isso criou outro tipo de impacto ambienta: transformaram esse pais num paraiso europeu p/ despejo de lixo toxico. Com isso, a pesca tambem acabou. Os pescadores viraram piratas.
E o problema do clima no Brasil é nacional. A terrivel devastaçnao da Aazonia oriental, praticada por grileiros, madeireiros e ruralistas, todos esses defendidos por politicos locais e federais, isso é que está causando a seca na amazonia ocidental e tempestades no sul. O calor produzido por esse desmatamento está mudando o clima. Esse calor está esquentando as aguas dos rios e matando os peixes. Isso produz uma massa quente e umida alem do normal, coisa que se encontra com as frentes polares e causas chuvas, tempestades e tornados no sul.
Um mundo de inciativas em curso, e´o caminho porque a reforma e´individual e a iniciativa tambem.Gabeira em um progama de televisaõ voçe falo que gostaria de larga a politica partidaria e sr dedica ao jornalismo.Naõ sei se é o que sente realmente mas mudansas é crecimento, seja qual for o rumo, estamos junto.Boa sorte e espero que o Senado seja parte.
Prezado Deputado Gabeira
Tanto lá qto aqui, o norte de lá emite mais que o sul, senão vejamos um comparativo.
Que as mudanças climáticas já estão acontecendo no Sul do país (SC-RS) não temos dúvida, porém o Brasil só fala no criminoso desmatamento da Amazônia, tanto os órgãos governamentais quanto a comunidade cientifica e ambientalista, com ampla cobertura da mídia.
Ignoram outras fontes emissoras de CO² sujas como a combustão e queima de combustíveis fósseis entre tantas outras, que além de contribuírem com gases efeito estufa causam também enorme mal a saúde pública. Não consideram as tragédias do clima no Sul de SC, que estão causando pânico na população, matando e destruindo, tanto em áreas urbanas quanto rurais, com enormes prejuízos materiais.
Araranguá – epicentro do furacão Catarina foi contemplado com três eventos climáticos de considerável magnitude num período de apenas 15 dias, como a segunda maior enchente do rio Araranguá, uma chuva de granizo com pedras de sete cm de diâmetro e um tornado na segunda quinzena de setembro passado.
Uma menina de treze anos testemunhou no II EFAMuC que já havia presenciado três eventos climáticos, iniciando com o furacão Catarina quando morava em Criciúma, sua família se mudou para Araranguá e foi vitima de uma enchente e por último por um tornado onde está morando no bairro Alto Feliz.
Não é qualquer ventinho ou vendaval que vira dois caminhões numa rodovia como a BR-101 e provoca ondas de seis metros como acorreu no Sul na Ilha de Florianópolis. Algo está errado com a eficiência da ciência da meteorologia, pois eventos como o do Catarina já causaram controvérsias na época, é preciso, portanto buscar explicações com a geofísica e a oceanografia, por exemplo, porque a população afetada com as tragédias do clima continua querendo respostas!