Uma visão do desastre

Porto das Caixas é um distrito de Guapimirim que ficou famoso porque o corpo de Cristo da igreja verteu sangue. Agora, bem perto da igreja, foram vagões da Ferrovia Centro Atlântico que derramaram 90 mil litros de óleo, num desastre ambiental de grandes proporções, pois atingiu os manguezais da Área de Proteção Ambiental.

Numa visita ao lugar onde o trem virou mostra que os dormentes da linha férrea estavam velhos. Alguns estavam em frangalhos mas deve ser dar um desconto pelo desgaste no próprio desastre.

Essa ferrovia que passa por uma área sensível transportando óleo merece uma inspeção, antes que outros desastres aconteçam. Logo em seguida ao lugar do desastre, que era uma reta na beira de um riacho que deságua no rio Aldeia que por sua vez vai ao Caceribu, o segundo maior rio na baía de Guanabara.

Em seguida ao lugar do desastre, visitamos as famílias que moravam à beira da estrada. Vinte e nove pessoas foram alojadas no Hotel das Pedras, em Itaboraí. Estavam ainda perplexas com o desastre, sem saber se serão reparadas logo.

Cestas básicas estavam sendo distribuídas para os pescadores e coletores de caranguejo.

Na minha interpretação, tanto a FCA como os donos da carga, Texaco e Ipiranga deveriam ser responsabilizados. A multa estadual foi de R$10 milhões. Mas ainda é cedo para determinar os estragos no ecossistema e os gastos com mitigação dos danos.

A idéia é convocar uma audiência pública para discutir o tema, sobretudo determinando um plano de segurança para a ferrovia.

Alguns peixes mortos já foram retirados do rio e foram levados para análise. O óleo que caiu no rio é um óleo fino, mas caiu num momento de chuvas, cheias e maré alta, o que aumentou o desastre.

Depois de privatizada, a FAC enfrenta seu terceiro desastre. Um deles foi em Uberaba e teve grandes repercussões. A empresa tem um setor de meio ambiente e um contrato com três firmas especializadas em desastres com óleo. Algum progresso foi feito no tratamento do desastre. Mas em prevenção ainda estamos longe do ideal.

É triste correr de desastre em desastre. O Caceribu que nasce em rio Bonito corre 60 quilômetros até a Baia de Guanabara. E que é livre de poluição industrial, embora seja bombardeado, como em quase todo o Brasil, pelo esgoto doméstico. A única fábrica situada à sua margem produz antibióticos, o que também merece um exame mais cuidadoso.

Esses rios não tem significado apenas para o ecossistema da região. São vitais no abastecimento de água, daí a necessidade de uma visão nova sobre sua segurança. Pelo menos para isso o desastre vai servir: abrir uma discussão sobre a segurança hídrica do Rio de Janeiro, um dado estratégico para o futuro da metrópole.

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a policia anbiental e uma vergonha,tenho informaçoes das corrupçoes que ocorre.camara dos deputados e uma vergonha,senado ta nem ai o presidente so quer viajar.ainda tem coragem de entrar em igreja e olhar nos olhos dos filhos.as pessoas estao esquecendo o que e ser homens.nao e ter um penis ou dinheiro.e sim dignidade.

postado em 07.02.2010 | 09:48h